O Brasil que nós queremos pós-copa

07/07/2018

O BRASIL QUE NÓS QUEREMOS PÓS-COPA DO MUNDO.

Acredito que estamos passando por um momento em que todos se perguntam: Como iniciar um processo de mudanças para o Brasil que queremos?

Muitos tiveram seus 10 segundos de fama quando participaram das manifestações de rua com esperanças de contribuir com alguma coisa que pudesse mudar nosso país. Protestavam contra a escalada da corrupção em nosso país, dos descalabros na saúde, educação e mil outros absurdos que tornam insuportável nossa sobrevivência como cidadãos e pequenos empresários. Infelizmente, não passou de uma ilusão de fazer uma “revolução criativa”, dando vez às nossas vozes contra estes desmandos.

Passados os momentos de esperanças nas manifestações e torcidas organizadas, verificamos que o processo não se limita apenas a enrolar a bandeira do Brasil, ou usar a camisa em nossos corpos. O buraco negro das complexidades e necessidades é bem mais embaixo.

O trabalho coletivo requer muito mais do que simples palavras e vontades. Requer tempo para trocas de opiniões, organização, estratégias, metas, e planos bem definidos. Como o tempo é cada vez menor e raro em nossas vidas, depositamos ilusões em alguém (que não conhecemos) que com sua vara mágica nos conduza ao país que queremos, sem precisarmos estar presentes. Infelizmente estamos vivendo as consequências do uso dessas “varas mágicas” nas quais depositamos estas ilusões.

A presença de caras pintadas, camisetas verdes amarelas são muito importantes e ajudam no processo, mas infelizmente só estas vontades não são suficientes para a mudança que pretendemos.

Precisamos que nossas torcidas em cada rua, cidade se organizem para em conjunto levantar e atacar os principais problemas específicos com os verdadeiros torcedores que almejam o Hexa. As mensagens repetitivas de ideias e sugestões, através redes pessoais ajudam um pouco, mas não são suficientes para a sistematização de um processo de mudanças que precisam de ferramentas contínuas de controle.

Então, o que fazer? Desistir de lutar por mudanças e esquecer nossos sonhos; ou nos voltar para discussões e projetos básicos para nossa sociedade? Como (re)começar?

O Brasil que nós queremos pós-copa