PROCESSOS MADE IN USA

26/07/2016

BLOG 1- DAVIS – 23/07/2016

PROCESSOS MADE IN USA

No dia 20 de julho me desloquei do Rio de Janeiro para Davis, Califórnia para uma temporada de 1 ano nesta cidade para tirar um ano sabático de estudos e reflexões.

Confesso que achava que levaria este processo de mudança na “moleza”, ou seja, não teria a maiores dificuldades emocionais de passar de uma cidade para outra, e de paralisar meus trabalhos e dar um “brake” nos meus contatos por um ano. Mas, na realidade subestimei minhas emoções. Os 5 meses que antecederam a viagem foram como que um ajuste de vida, ou seja, tive que acertar muitas pendências que deixei para trás, como se o tempo, por si só fosse consertá-las ou liquidá-las .

Afinal de contas, achava que nenhum daqueles problemas estava a me cobrar uma solução urgente, como por exemplo, mexer no meu armário de roupas pois nunca me incomodei com elas. Estavam lá penduradas por décadas e jamais me dei ao trabalho de olhá-las. Mas agora, como tinha que levar comigo o básico e indispensável, um novo processo inovador tinha que ser implantado: resolver o que fazer com as roupas velhas.

Desfazer-me de coisas que já estavam ubíquas comigo, foi como uma sensação de desgarramento da vida. Parar de trabalhar, e ter que viver com o planejamento de algo ainda fluido, e sem rotinas foi outra experiência de processos inovadores. Nunca imaginei que inovar custasse tantas emoções...

Bem, mudei de casa, dei muitas coisas que achava desnecessária e o mais importante: enfrentei questões que estavam a anos sendo proteladas. Sensações de alívio depois de resolvidas, mas difíceis de serem iniciadas.

A viagem para Davis-Califórnia demorou mais de um dia inteiro, cerca de 30 horas. Parece muito, mas confesso que fez parte de um processo de adaptação. A cada parada e troca de aeronave, novos processos eram visitados. Um deles me chamou atenção: desembarcamos em Dallas e necessitávamos pegar as malas e embarcar para Sacramento. O redespacho foi instantâneo, pois ao pegar as malas elas já vinham com o código do próximo voo, o que evitava a ida ao balcão da empresa.

Ao deixar nosso carrinho com as malas já subíamos por uma esteira transportadora que solicitava uma nota de avaliação do serviço. Excelente.

Uma coisa muito simples, mas que para mim foi uma observação de uma inovação radical. Acho que para percebermos as coisas, precisamos estar desgarrados do dia a dia e termos tempo de avaliação daquilo que está acontecendo ao nosso lado.

Cheguei a conclusão que para inovar precisamos nos desgarrar...Não é fácil, mas para fazer uma omelete precisamos quebrar os ovos...