DE PRO-METEU A EPI-METEU: A GESTÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO. OU SER TEFLON OU VELCRO, EIS A QUESTÃO.

19/05/2013

Na época do Olimpo, Zeus, o todo poderoso, quis criar uma distinção de visões empreendedoras entre os humanos que pudesse ser dimensionada no século 21, através de uma pesquisa IBOPE. Criou os irmãos gêmeos Pro-meteu e Epi-meteu.

As diferenças físicas não eram significativas. Ambos teriam cabelos encaracolados, olhos azuis, mas suas atitudes em relação aos fatos do dia a dia seriam de uma diferença flagrante. Pro-meteu seria um sujeito que compreenderia as coisas antecipadamente; seria aquele cara que preveria, faria planejamentos e programações para seu tempo. Seria um sujeito “teflon”, aquele em que as coisas escorregariam e sempre encontraria alguém disponível para ajudá-lo em suas tarefas. Já Epi-meteu seria aquele cara que só entenderia as coisas tarde demais; aquele cara que ficaria decepcionado por nada ter percebido de antemão; que ficaria sempre furioso com os resultados negativos, creditando aos outros a incompetência pela forma como o trabalho fora executado, e reclamando da má sorte por seus planos não darem certo. Para Epi-meteu todos conspiravam contra ele e seus projetos. Epi-meteu seria um sujeito “velcro”, aquele em que as coisas grudam nele, um centralizador: “o cara sou eu”...o único capaz de fazer.

Projetados e manufaturados, Zeus enviou-os ao mundo dos humanos. Pro-meteu foi para um lado, e Epi-meteu para outro. Com o decorrer do tempo, os dois cresceram e constituíram suas famílias, suas comunidades, suas cidades. As cidades cresceram, tornaram-se países, e podiam-se ver diferenças gritantes entre eles.

Podia-se notar que os indivíduos provenientes dos genes de Epi-meteu tinham o hábito de usarem extintores de incêndios em suas costas. Para cada situação, um extintor com cargas, modelos, designs variados, fabricados com materiais altamente tecnológicos que serviam para combater e resolver os problemas de seus dia a dia. As indústrias de extintores de incêndio se tornaram o negócio mais rentável nos países de Epi-meteu. As escolas, universidades, centros de pesquisas estudavam com afinco todas as inovações possíveis para a resolução dos problemas cotidianos, via é claro, os eficientes extintores de incêndio, made in Epi-meteu.

Para os habitantes com genes de Pro-meteu o mundo se tornou pequeno demais. Precisavam ampliar as fronteiras de seus países. De tanto insistirem no Parlamento do Olimpo com preces e presentes aos deuses, Zeus resolveu apagar as linhas fronteiriças entre eles. Todos podiam se mover livremente para outros locais sem pagar taxas ou impostos.

A decisão figurou em todos os jornais e mídia, como uma saudação à queda da ignorância, e o devir de todos os humanos fossem eles provenientes de Epi-meteu ou de Pro-meteu.

Caravanas e missões comerciais dos dois lados se encontraram nas fronteiras do mercado para trocas de boas vindas, e como ninguém é de ferro, para trocas de presentes e compras de produtos e serviços.

Os filhos de Pro-meteu trouxeram pílulas azuis que deixavam todos os humanos com grandes apetites e disposições, computadores e tablets que podiam ser mastigados como uma maçã mágica, e uma infinidade de heróis como Super-Man, Mulher Maravilha, Homem Aranha, que enlouqueciam qualquer criança e adulto de Epi-meteu.

Os filhos de Epi-meteu seguiram na mesma direção: levaram a tira colo suas mercadorias mais desenvolvidas: os últimos modelos e aperfeiçoamentos de extintores de incêndio.

Qual o final da história? Dependerá do seu voto na pesquisa IBOPE abaixo:

( ) Sou do povo de Epi-meteu

( ) Sou do povo de Pro-meteu

( ) Sou um teflon

( ) Sou um velcro ...( no bom sentido...)

Voltamos após os comerciais. Não percam os próximos capítulos!!!

DE PRO-METEU A EPI-METEU: A GESTÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO. OU SER TEFLON OU VELCRO, EIS A QUESTÃO.