A César o que é de César...

06/04/2013

Na semana passada fui ver o filme italiano “César deve morrer“ e considerei a história um exemplo de antenação e espírito empreendedor.

Vamos a um resumo: Numa penitenciária de segurança máxima, o diretor do presídio resolve encenar a história do clássico “Júlio César” escrito por Shakespeare. No processo de seleção dos personagens os detentos devem dar informações do nome, endereço, pais, local de nascimento, etc., de duas formas: a primeira de modo emocionado se despedindo de sua família, e a segunda, revoltado.

Muito interessante verificar como existem maneiras inovadoras de dizer as mesmas coisas...

Escolhidos os personagens, Júlio César, Brutus, Marco Antonio, e outros, começam os ensaios e montagem do espetáculo. Cada personagem recebe seu script e nas próprias celas leem seus papéis.

Na medida em que se intensificam os ensaios, verifica-se que cada presidiário começa a dar vida a seu personagem em todos os seus momentos: falam com as paredes, com os objetos, com o espelho. Presos que estão há muitos anos em suas celas, iniciam um processo de vivência diferenciada com suas penas que variam de 20 a 30anos, até perpetuas. Começam a enxergar nossas visões, terem novas ideias, novas aspirações.

Após a apresentação do espetáculo a seus familiares e diretores do Ministério Público, os presos voltam às suas celas de origem... As celas se tornaram pequenas demais para suas experiências.

Minha conclusão: vivemos num presídio do dia a dia...precisamos dar a César o que é de César...dar à vida mais experiências, mais aberturas. Mesmo vivendo em presídios somos livres de pensar, refletir e criar...

Qual a sua opinião?

A César o que é de César...