No mundo dos humanos... nem tudo que reluz é...

25/03/2013

Na semana passada apresentei a questão de como a antenação pode ajudar na interpretação de sinais externos, e contamos a história de como os espartanos venceram as muralhas de Tróia, planejando sua invasão , através da estratégia de um cavalo de madeira colocado em frente ao portão de entrada da cidade.

Verificamos que a forma de interpretação da antenação, no caso da perseguição da águia a uma pomba, foi positiva e benéfica às estratégias desenvolvidas, mas dependendo de sua interpretação ela também pode ser negativa. Apresento uma história da mitologia grega para suas reflexões:

Há muitos e muitos anos atrás os deuses dividiam seu espaço com os humanos (que também possuíam um aspecto ambíguo de divindade) no Olimpo, e estas relações começavam a dar problemas. Os deuses pediam a Zeus que houvesse uma separação de espaços devido às diferenças de suas naturezas.

Zeus (deus todo poderoso) conclama Prometeu (próximo das criaturas humanas), dotado de um caráter empreendedor e criativo, para resolver a parada. Prometeu ao estudar a situação, verifica que os deuses se alimentam exclusivamente de néctar, enquanto os humanos necessitam de carne e outros alimentos.

Zeus senta na primeira fila e encarrega Prometeu de proceder à repartição.

Prometeu traz um grande touro. Ele o mata e depois o retalha. Corta o animal em duas partes. Cada porção, devidamente preparada por Prometeu, vai determinar a diferença de estatuto entre deuses e homens, isto é, na fronteira desse corte, vai se delinear a fronteira que separa os homens dos deuses.

Prometeu mata o animal, retira a pele, e depois começa o corte. A primeira operação consiste em descarnar inteiramente os ossos compridos, que são limpos para retirar toda carne que os envolve. Junta todos os ossos do bicho e com eles forma um monte envolvido por uma fina camada de gordura branca e apetitosa.

A segunda porção é constituída de todas as carnes, e tudo o que se come, e coberta com a pele do touro. O pacote é colocado na barriga do animal, viscosa, feia e desagradável de se ver.

Assim Prometeu apresenta a divisão: de um lado o sebo apetitoso envolvendo só os ossos nus; de outro, um bucho pouco apetitoso dentro do qual está tudo o que é bom para comer.

Prometeu põem as duas partes na mesa, diante Zeus. Dependendo da escolha deste, será traçada a fronteira entre os homens e deuses.

Zeus olha os montinhos e diz: “Como é que tu, Prometeu, que és tão criativo e empreendedor fizeste uma divisão tão desigual?” E com ar de satisfação pega a parte mais bonita, o pacote com o apetitoso sebo branco.

Todos o olham, ele abre o embrulho e descobre os ossos brancos totalmente descarnados...

Qual a moral da história?

No mundo dos humanos... nem tudo que reluz é...